A crise financeira global marcou o cenário do final de 2008 e o início de 2009. O ano começou com a expectativa de uma duradoura recessão em nível mundial. Esse cenário de incertezas afetou a economia, fazendo os consumidores reduzirem compras a crédito, e a indústria e o comércio deixarem de investir e contratar, fazendo o PIB do Brasil cair 0,2% em 2009 (IBGE).
Apesar da queda, o resultado do País foi considerado positivo se comparado a economias como a dos Estados Unidos, que apresentou queda de 2,4%, ou a zona do euro, com recuo de 4,1%.
O cenário melhorou e, no final do ano, a economia apresentava três trimestres seguidos de crescimento, com uma taxa de 2% no último trimestre. A demanda interna vem demonstrando rápida recuperação, em grande parte puxada pelo consumo das famílias, que cresceu 4,1% em 2009 (o consumo de energia elétrica da classe residencial, por exemplo, obteve crescimento de 9,38% no ano). Já a demanda externa passou a dar sinais de recuperação a partir de agosto de2009. A previsão para 2010 é de crescimento, com uma variação do PIB de até 5,5%, de acordo com o Banco Central.
Em Pernambuco, o cenário foi ainda mais positivo, com uma evolução do PIB de 3,8% (IBGE), sendo a primeira vez que a economia estadual apresentou uma diferença positiva de quatro pontos percentuais em relação ao País.
Seguindo a tendência nacional, o desempenho da economia pernambucana apresentou aceleração também no quarto trimestre, quando atingiu um índice de 5,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, patamar puxado pela construção civil, com um crescimento de 15,5%.
O número de empregos com carteira assinada no Estado, com evolução de 4,85% em 2009, também cresceu acima da média nacional em grande parte por causa das vagas geradas no setor.
Destaca-se também a evolução da indústria (6,5%), do comércio (4,9%), dos transportes (6,1%) e de atividades imobiliárias, aluguéis e intermediação financeira (4,1%).
De acordo com a Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), um dos motivos para o destaque do Estado nos índices de crescimento é a crescente diversificação da indústria com a chegada de uma refinaria, de um estaleiro, de obras de transposição e da Transnordestina. Isso equilibrou o impacto dos setores mais atingidos pela crise econômica.

